1964 de 2019

Eu nunca escondi que estava
a te analisar
eu nunca menti ao te poetizar
eu nunca escrevi sem o teu autorizar.
Agora, não me venha com censura!

1964 de 2019 afetou teu juízo, de certo?

Tenho a licença poética da vida, dos
meus sentimentos, do meu mundo
subjetivo e, inclusive, a tua num
“print” inquestionável de um pedido
claro: – Poetisa, quando vais me
transformar em palavras novamente?
A minha resposta foi inequívoca, eu
te disse que brevemente te colocaria
na linha e nas linhas
e
tu aceitaste com
um “Claro!”.

Tu me erotizaste em todos os teus textos,
por que não posso eu te transformar em
poesia?
Talvez, porque eu seja mulher e mulher
não pode gritar, precisa da delicadeza
da flor de seda e do silêncio a lhe abafar.

Escrevo. Continuarei a escrever. Nada me
impede de sonhar, imaginar e amar.
Nada nem ninguém conseguirá cortar
minhas asas.
Posso voar até de paraquedas,
mas não finco meus pés no chão.

G.

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2 comentários em “1964 de 2019

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