Sem fim

Por que vieste me roubar num
dia de janeiro solitário em
que eu me encontrava em paz com
meus livros, incensos, xícara de
café, Evangelho e silêncio?

Desde este dia não pertenço mais
ao meu Eu, nem Eu sou, nem Eu
sei onde estou, não sei nem para
onde vou. Por que me assaltaste
assim tirando de mim aquilo que
sempre foi somente meu?

Nunca dei meu coração.
Nunca abri a minha emoção.
Nunca senti tanta comoção.
Nunca vivi uma alucinação.
Nunca fiz declaração de amor…

…antes de tu me roubares de mim.

Só compreendi o que é o amor
depois de ti.
Por favor,
devolva-me,
mas não estabeleça
um
fim.

G.

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